Arquivo da categoria: Entrevistas

Confira aqui todas as entrevistas com famosos.

Confira a entrevista com Mateus Solano, o Félix de ‘Amor à vida’

Mateus Solano falou sobre polêmicas de possível beijo gay (Foto: Divulgação)

Mateus Solano falou sobre polêmicas de possível beijo gay (Foto: Divulgação)

A entrevista foi feita pela colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, confira:

Bastaram poucos minutos do capítulo de estreia de “Amor à vida” para a novela das 21h de Walcyr Carrasco se espalhar pela lista mundial dos assuntos mais falados no Twitter. E só deu Félix, personagem de Mateus Solano, apontado como “a nova Carminha”, numa referência à vilã de Adriana Esteves em “Avenida Brasil”. Manipulador, ele roubou a filha recém-nascida da irmã, Paloma (Paolla Oliveira), a abandonou no lixo e chamou de “ratinha”. Frasista afiado, tem incendiado ainda mais o falatório virtual com os trejeitos contidos de sua bissexualidade.

— Soube que estão brincando muito com as ‘pintas’ que Félix dá. Não concordo com nenhum paralelo com a Carminha. Não existe ‘novo alguma coisa’. Então, Carminha era a nova Nazaré Tedesco, que por sua vez era a nova Odete Roitman? É bobagem — diz o ator, que recebeu uma mensagem de Adriana parabenizando-o pelo personagem.

mateus-solano-e-felix-em-amor-a-vida-1368737933305_956x500Para o mergulho nas sombras do vilão, o primeiro da carreira que estourou com o Ronaldo Bôscoli da minissérie “Maysa — quando fala o coração” (2009), Mateus leu o calhamaço “O efeito Lucifer”, de Philip Zimbardo, e estudou sobre o nazismo.

— Busquei coisas que justificam como o ser humano pode ser mau dependendo das circunstâncias e da educação. Félix se ressente da falta de carinho do pai e isso motiva sua ganância. É essencialmente mau. É também muito divertido, um parque de diversões para o ator. É excêntrico, egocêntrico, ama o poder. Causa estranheza e medo.

Félix, diz ele, será uma das ferramentas para o autor mostrar que homossexualidade não é escolha, mas condição.

— Beijo gay não é a questão. Se tiver, será tratado com naturalidade. Só valeria se fosse assim, sem ser sublinhado, como é na vida. Ou vira preconceito pelo outro lado.

Será a primeira vez que Mateus e a mulher, Paula Braun, com quem tem Flora, de 2 anos, estarão na mesma novela. Ela será uma enfermeira judia ortodoxa que se envolve com um pediatra muçulmano interpretado por Mouhamed Harfouch.

— Pensei: ‘puxa, já acordamos e dormimos juntos e ainda vamos trabalhar’. Mas temos crescido profissionalmente e como casal. Em algum momento levaremos Flora ao Projac.

Anúncios

Fábio Porchat fala em entrevista sobre o filme ‘Vai que dá certo’

Fábio Porchat é roteirista do programa Esquenta, segue apresentando o espetáculo “Fora do Normal” e faz sucesso atualmente com o canal Porta dos Fundos na internet. Difícil acreditar que o humorista tenha tempo para se envolver com produções cinematográficas. É o que mais tem feito no entanto. Filmou “Concurso Público” em janeiro e rodará no segundo semestre mais dois longas – “La Vingança” e “Porta dos Fundos”, ambos com o amigo Gregório Duvivier.

No momento, se desdobra entre as filmagens de “Meu Passado me Condena” em um transatlântico e o lançamento de “Vai que dá Certo”, que acaba de chegar aos cinemas. “No set, você fica sem saber muito de onde vem e para onde vai. É muito louco, mas gosto muito de fazer cinema”, brinca ele nesta entrevista, em que conta como desenvolveu o roteiro do filme, seu primeiro para cinema.

Como surgiu o convite para escrever esse seu primeiro roteiro para cinema?
Quem me indicou para trabalhar com o Maurício (Farias, diretor) foi o Bruno Mazzeo, embora eu já tivesse trabalhado com ele no “Junto & Misturado”, seriado de comédia da Rede Globo que também tinha o Bruno e o Gregório (Duvivier). O Maurício chegou com a história estruturada em junho e precisava que o roteiro estivesse pronto para a filmagem em setembro. É pouco tempo para um roteiro de cinema (risos), mas eu topei e em um mês nós levantamos o primeiro tratamento. 

O que achou da ideia apresentada pelo Maurício?
Desde o início, eu achei legal a ideia de um grupo de amigos, uma galera, que resolve fazer um assalto forjado e vai dando tudo errado. Eu gosto desse tipo de comédia e acho que consegui colocar um jeito meio particular de humor no roteiro. O Maurício acabou comprando essa briga, o que foi muito legal. A nossa troca foi muito bacana e, quando fomos fazer a primeira leitura com os atores, faltava apenas um mês para começar a filmagem e nós ainda estávamos mexendo no roteiro. Foi uma coisa meio louca. O plano de filmagem só saiu duas semanas antes. E até durante as filmagens nós mexemos no roteiro. 

Como foram criados os personagens?
Quando o Maurício me chamou, o elenco já estava praticamente definido. O importante era ter uma galera funcionando junta. Uma galera que funcionasse fora das telas e apresentasse o mesmo entrosamento na hora das filmagens. Quando eu escrevi os personagens, todos já tinham cara. Cada um foi escrito para o seu respectivo ator. Tentei dar a minha cara para o meu personagem. O Danton ia fazer o Rodrigo, então, pensei num personagem com a cara do Danton. A Natália Lage ia fazer a Jaqueline, aí pensei num personagem com a cara dela. Quando você já tem o elenco definido, ajuda bastante. 

Que diferenças você vê entre a TV e o cinema?
Eu trabalhei com o Maurício no “Junto & Misturado”. A TV e o cinema têm ritmos bem diferentes, embora o ritmo do Maurício no cinema seja bem acelerado perto do de outros filmes que fiz. Ainda assim, são ondas diferentes. 

Você tem feito mais cinema ultimamente…
Sinto que no cinema as pessoas se preocupam mais com o todo. Qualquer detalhe pode fazer com que uma cena não entre no filme. Outra impressão que tenho é que no cinema o filme está muito na cabeça do diretor. Uma das principais semelhanças com a TV é a espera. Você espera eternamente para gravar a sua cena (risos). O cinema também tem outra característica muito louca. Você grava metade de uma cena em que está apaixonado, e a seguinte é a última do filme, em que você desistiu da vida. É preciso encontrar as várias emoções diferentes que o seu personagem vai viver de uma cena para a outra. Você fica sem saber muito de onde vem e para onde vai. É muito louco isso, mas gosto muito de fazer cinema.

Você tem alguma cena predileta em “Vai que dá Certo”?
Gostei muito de escrever a cena do seqüestro. Quando eu lia, achava muito engraçada. Vai dando tudo errado. E filmá-la foi muito engraçado. Ri muito. Gostei muito de escrever e do jeito como foi realizada. 

Entrevista concedida à Globo Filmes.

Sogra de Murilo Rosa diz que genro tem um corpo tesão; confira

Sogra de Murilo Rosa

Mãe de Fernanda Tavares, Cheilha Correia falou com exclusividade ao EGO sobre o vazamento da imagem que supostamente mostraria a nudez de seu genro, Murilo Rosa. Até o momento, a empresária, que mora em Natal (RN), disse que não havia tomado conhecimento do imbróglio com que Murilo vinha lidando desde que começou a ser chantageado por conta da foto na sexta-feira (15). “Falei com a Fernanda sobre outros assuntos e ela não comentou nada sobre isso. Minha filha é tão desencanada, segura, tem uma cabeça muito boa. Por isso talvez não tenha nem comentado”, disse Cheilha.

Bem-humorada, comentou: “Ele tem um corpo maravilhoso! Tem muito menininho de 20 anos que não tem o corpo que o meu genro tem. Tem um corpo bem tesão. Não está mostrando nada feio, está tudo muito bonito. Devia deixar mostrar. Que besteira”.

A empresária disse que a filha reclama das brincadeiras que a mãe faz com o ator. “Ela tem mais pudores, mas na minha casa ele já andou muito de cueca. Eu pergunto se ele não tem vergonha e ele diz que não. Então aviso logo: ‘Da próxima vez venha pelado'”, contou às gargalhadas. Ao ver a foto que circulou na internet, Cheilha foi taxativa: “Realmente é na casa dele sim. Esse fundo é o escritório dele. Mas não sei se alguém tirou a foto ou se foi ele quem tirou com a câmera do computador”.

Após ver a imagem, ela deixou as brincadeiras de lado e disse em tom firme que não gostaria que isso tivesse acontecido com o genro. “Não estou constrangida nem um pouco. Mas como é marido da minha filha não gostaria de vê-lo assim. É meu genro, mas também não muda nada na nossa relação. Ele deve estar chateado pela família dele, pela esposa”, declarou. 

Cheilha contou ainda que acredita que a foto tenha sido feita dentro da intimidade do casal. “Não sei o que a Fernanda está pensando. Mas se foi feita no Skype ele estava conversando com alguém e acredito que era com minha filha porque ela está em São Paulo e ele no Rio. Ela levou o bebê (Arthur) porque vai ficar um mês lá trabalhando e eles só se vêem no fim de semana”, contou. Para Cheilha, caso a foto tenha sido feita de um para o outro, não há nenhum problema. “Não sei quem viu a foto e expôs. Mas quem é casado pode fazer o que quer, é uma brincadeira. Como mãe prefiro pensar assim, achar que foi isso”, falou a empresária. De acordo com ela, Murilo vai para São Paulo visitar Fernanda todo sábado de manhã junto com o primogênito, Lucas, e retorna domingo à noite pois o menino tem aula na segunda-feira.

“Não tenho porque pensar mal dele. Se aconteceu entre eles é a coisa mais nornal do mundo. São marido e mulher. Vou ligar para ele e perguntar que diabo foi aquilo. Ele vai ficar uma hora no telefone tentando me explicar. Ele já é bastante grandinho para resolver as coisas dele”, concluiu.

Entrevista feita pelo site Ego

Confira a entrevista do Estadão com o humorista Adnet

adnet

Há mais de um ano na mira da Globo, Marcelo Adnet cedeu à pressão e deixou a MTV. Mas diz que não foi por dinheiro. Só queria ser mais visto. De volta ao Rio, ele encara o trânsito e o calor carioca – “O ar-condicionado do carro quebrou”, explica – para chegar ao Projac, onde grava as primeiras cenas de O Dentista Mascarado, seriado de Alexandre Machado e Fernanda Young, previsto para estrear em abril, sob a direção de José Alvarenga Jr.. Na atração, ele vive um homem que arranca dentes de dia e caça criminosos à noite.

Em entrevista ao Estado, Adnet, de 31 anos, afirma que não teme ver seu humor inteligente modificado na nova emissora e descarta a possibilidade de atuar em programas como Zorra Total. Por causa da mulher, a humorista Dani Calabresa, que grava o CQC em São Paulo, ele continua dividido entre as duas cidades e conta que ainda não conseguiu juntar dinheiro para comprar um apartamento.

Já tem outro projeto para fazer na Globo depois do seriado?

Não tem nada certo. As gravações são de segunda a sexta, não tenho tempo. Tenho planos de fazer improviso, esquete, gosto de fazer música. Tem pouca música no humor brasileiro.

Que lugar você ocuparia no humor da Globo?

Ficaria contente com um espacinho pequeno de 15 minutos, meia hora. Não preciso de um horário para entrar todo dia, nem de uma hora e meia no horário nobre. Estou chutando. Devagarzinho, as coisas acontecem.

A Globo tentou te levar muitas vezes?

Encontrei o Alvarenga em 2009, no shopping. Ele se apresentou e disse que gostava do meu trabalho, que, se eu quisesse vir, era só falar. Estive próximo do Claudio Manoel (do Casseta & Planeta), ia à casa dele para conversar, mas nunca cheguei ao ponto de vir até aqui negociar. Todo ano, tinha uma conversa, um flerte.

O que te convenceu a ir?

Três coisas. A primeira é que a MTV estava em um momento ruim. Quando você olha em volta e vê que os amigos da equipe foram demitidos, que o prédio está vazio, que a audiência que a gente dava era 0,1, isso mina para caramba. Eu estava há cinco anos lá e precisava mudar. Uma coisa fundamental na televisão é que as pessoas têm de ver o meu trabalho. Não adianta fazer na MTV um trabalho super legal, que a crítica bate palma, mas o povo não vê. Na rua, as pessoas mais ricas falam “Você é da MTV”. E o povo inteiro fala “Você fez aquele comercial, né? Você foi um dia no Esquenta!.”Ninguém via o que faço. Depois de cinco anos tudo cansa, chegou a uma situação limite. A primeira razão, portanto, foi a crise real na MTV. A segunda foi minha vontade de ser visto e de mudar a rotina. E a terceira foi ter um projeto legal. Sou muito abalado pelo clima. Se a gente tivesse um diretor estressado, um elenco de estrelas que pedem toalhas brancas, talvez a terceira via não estivesse aberta. Mas o clima é ótimo. 

Como é a diferença de estrutura das emissoras?

É espantoso, mas não pode nos enganar. A produção não é tudo. Acho que a ideia é mais importante do que qualquer produção. Se você tem uma boa ideia e um fundo branco, é mais interessante do que uma ideia média super produzida.

Em um dos esquetes do Adnet Viaja, em Portugal (2012), um dos personagens era você mesmo, já velho, dizendo que não havia aceitado o convite da Globo. Você já sabia que mudaria de emissora?

Sabia que a gente estava chegando no ponto. O personagem largava a profissão, a Dani ia morar em Portugal para vender compotas. Eu falava: “Quando a Globo me convidou, em 2013, não fui. Achava melhor não e hoje estou aqui com as minhas compotas, abandonado e triste.” É um Marcelo que escolheu largar tudo. Era uma piada sobre uma escolha que não fiz.

Tem medo da lenda de que quem sai da MTV para outro canal não faz sucesso?

Não acredito nessas coisas. Se eu ficar pensando nisso, vou perder meu tempo. Se é uma maldição, ela está aí, não posso fazer nada contra ela.

Acha que vai ter a vida mais exposta na Globo?image

Já perdi minha privacidade. Eu trabalho bem, mas não sou amigo da mídia. Você não vai me ver no camarote nem malhado exibindo o abdômen na praia do Leblon. Não quero ser celebridade, não quero a fama. Não sou ator para ter fama, sou ator para atuar. Eu me incomodei no passado. Tudo bem até o terceiro ano consecutivo disso. A paciência vai baixando. Se você anda na rua e ninguém nunca falou com você, pode ser legal. Para quem vive isso não é legal. Eu não fico p… quando alguém vem falar comigo. Fico até feliz, é um sinal de que está tudo dando certo. Estranho seria eu fazer televisão e ninguém tentar falar comigo. Sempre fui à praia e mostrei minha barriga. Se quiserem me fotografar e falar que estou fora de forma, podem falar. Eu estou mesmo e tenho orgulho de estar. Acho importantíssimo existirem pessoas fora de forma, pessoas feias, pessoas imperfeitas. Isso é fundamental, é verdade. Nós somos feios. As pessoas não são lindas com a pele maravilhosa no HD. Eu não me cobro para estar maravilhoso. É uma liberdade. Hoje aprendi a lidar.

A Dani grava em São Paulo e você está no Rio. Como organizam a agenda?

Vamos dizer que ela trabalhe de segunda a quarta e na quinta ela vem. No domingo, volta. Agora, estou indo para lá toda sexta.

Você faria uma novela ou um programa sem ser de humor?

Tem muito talento aqui. Quando olho em volta, não estou preocupado com o futuro. Um dia a dia de um protagonista, talvez não aguentasse. Até conversei com o pessoal do jornalismo, pois amo esporte. Não descarto nada disso no futuro. Mas acho que é errado eu não fazer humor, não focar nisso.

Por ter um público diferente do da MTV, você teme ficar mais limitado no humor na Globo?

Essa coisa da censura não existe. Não existe uma pessoa que diz o que não pode ser dito ou o que não pode ir ao ar. Se eu estivesse na Record, não ia falar de pastor nem citar religião. No SBT, não poderia bater com o Silvio. Você tem adequações ao lugar que você está. Na MTV, por se tratar de uma empresa pequena e esquecida pelo Grupo Abril, você pode fazer mais coisas. Não tem rabo preso com ninguém. A censura não é real, é um senso, ver onde você está e para quem você está falando. Aqui é um público mais amplo e mais velho, não são os descolados da MTV. Sinceramente, acho que é possível fazer humor fresco, crítico e ácido para a classe C.

Faria o Zorra Total?

Não teria nada a ver. Se estou aqui para trazer um raciocínio e uma linguagem diferentes, seria errado eu fazer um programa que já está consolidado e com a linguagem dele. 

Apesar de a MTV ser uma emissora menor, você fazia as mesmas campanhas publicitárias de atores de novela. Ficou rico?

Para os meus padrões, sim. Não tenho grandes aspirações nem um padrão de vida caro. Sobrevivo com YouTube. Meu carro é velho e tem o ar-condicionado quebrado. Lá em casa, nunca recebi mesada. Tinha uma gaveta no quarto dos meus pais com dinheiro. Até os 15 anos, eu abria a gaveta e pegava o quanto precisava. Eu pegava o necessário e voltava com R$ 5. Nunca passamos fome, mas nunca tivemos dinheiro para jogar fora. Você nunca vai me ver com cordão de ouro ou um relógio caríssimo. Só vim bem vestido porque ia tirar foto. Para mim, comer o que quero é ser rico. Não estou podendo esbanjar, não tenho apartamento próprio. Hoje, não posso comprar apartamento no Rio.

Entrevista feita pelo jornal Estadão

%d blogueiros gostam disto: